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Série 1 - Proteja seu Tempo com Deus: O Muro do Oásis | Devocional

Por: Pastor Flávio Macieira

Capítulo 5

Construindo o Muro do Oásis

A esperança, para ser mais do que um sentimento fugaz, precisa de uma estrutura para florescer. Aceitar o convite de Deus para o Seu banquete secreto é o primeiro passo, mas a realidade ministerial rapidamente nos lembra que este banquete acontece em território disputado. O urgente sempre conspira para sabotar o importante. Notificações, telefonemas, crises inesperadas e a pressão da próxima pregação são os exércitos de Sambalate e Tobias, zombando da nossa tentativa de nos retirarmos para comungar com Deus. Portanto, a esperança se torna prática quando começamos a construir muros de proteção ao redor do nosso oásis secreto.

A disciplina espiritual, neste contexto, não é legalismo; é um ato de amor-próprio e de profundo realismo teológico. É o reconhecimento de que nossa carne é fraca, o mundo é ruidoso e nosso tempo é finito. Precisamos de barreiras, de limites sagrados que declarem que nosso tempo com Deus não é negociável. É aqui que a história de Neemias se torna um manual para a sobrevivência da alma do pastor. Diante da tarefa monumental de reconstruir os muros de Jerusalém, ele enfrentou oposição externa e desânimo interno. Sua resposta foi pragmática e espiritual: "O Deus dos céus é quem nos dará bom êxito; e nós, seus servos, nos disporemos e edificaremos" (Neemias 2:20).

Construir o muro do nosso oásis secreto exige essa mesma resolução. Significa pegar a espada em uma mão e a colher de pedreiro na outra. A "colher de pedreiro" é o ato construtivo de agendar o tempo com Deus. Isso significa literalmente abrir a agenda e bloquear um horário, tratando-o com a mesma seriedade de uma reunião com um diácono ou uma visita a um membro enfermo. É dar a Deus o melhor do nosso tempo, não as sobras exaustas. Para alguns, será a primeira luz da manhã; para outros, uma pausa ao meio-dia. O "quando" é menos importante do que o "quanto" o levamos a sério.

A "espada", por sua vez, é o ato de proteger esse tempo. É dizer "não" a outras demandas, por mais nobres que pareçam. É desligar o celular, fechar as abas do navegador, encontrar um lugar onde as interrupções sejam mínimas. É lutar ativamente contra a tirania da urgência. Cada vez que defendemos esse tempo, estamos colocando mais um tijolo no muro que protege nossa comunhão com Deus.

Talvez a ideia de construir um muro inteiro pareça esmagadora. Então comece com um único portão. Proponho uma estratégia concreta e alcançável que podemos chamar de "a regra dos primeiros 15 minutos". Antes de pegar o celular para ver as mensagens, antes de abrir o e-mail, antes de ligar o noticiário, dedique os primeiros 15 minutos do seu dia consciente a Deus. Apenas 15 minutos. Leia um Salmo. Ore ao Pai sem pressa. Fique em silêncio. Este pequeno ato de consagrar as primícias do seu dia tem o poder de redefinir a trajetória de todas as horas que se seguem. É o primeiro tijolo, a primeira pedra assentada no muro. E, como Neemias descobriu, quando o povo tem ânimo para trabalhar, o muro se levanta mais rápido do que os inimigos podem imaginar.

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