AS IMPROVÁVEIS TESTEMUNHAS
- Flávio Macieira
- 22 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Por: Pastor Flávio Macieira – 2025 | Série "O NATAL IMPROVÁVEL" (Dia 22/25)

Se um príncipe real nascesse hoje em Londres, quem receberia o comunicado oficial primeiro? Chefes de Estado, a realeza, a imprensa internacional e os dignitários. Jamais passaria pela cabeça do cerimonial enviar o primeiro convite para os garis que trabalham no turno da noite ou para os seguranças de um estacionamento.
Mas, mais uma vez, Deus ofende a etiqueta humana.
Na noite em que Jesus nasceu, o Céu organizou o maior coral da história. Uma multidão de anjos rompeu a barreira do som e da luz. E para quem eles cantaram? Para um grupo de pastores sujos, cansados e malcheirosos nos campos de Belém.
Precisamos entender o contexto cultural (como nos ensina Kenneth Bailey): no século I, os pastores eram vistos como uma classe marginalizada. Eram considerados cerimonialmente "impuros" pelo trabalho constante com animais e sangue. O testemunho de um pastor não valia nos tribunais porque eles eram considerados não confiáveis.
Eles eram a "ralé" religiosa. Ninguém esperava nada deles.
No entanto, Deus "fura a fila" dos VIPs de Jerusalém — ignora os sacerdotes que conheciam as profecias, ignora o Rei Herodes no palácio — e entrega a notícia exclusiva do nascimento do Messias para quem estava excluído.
"Não tenham medo! Estou aqui para lhes trazer boas-novas de grande alegria, que será para todo o povo..." (Lucas 2:10 – NAA)
Aqui está o coração do Evangelho: A Graça convida primeiro aqueles que a religião rejeita.
Deus escolheu as testemunhas "inválidas" perante os homens para validar a Sua chegada. Isso destrói qualquer pretensão de mérito.
Você não precisa ser teologicamente sofisticado para encontrar Jesus.
Você não precisa estar "limpo" ritualmente para ouvir a voz do anjo.
Você não precisa ter status social para ser o primeiro a adorar.
Talvez você se sinta como um pastor de ovelhas: trabalhando duro no escuro, invisível para a sociedade, sentindo-se indigno de entrar na "igreja chique".
O Natal é a sua festa. O convite foi impresso com o seu nome. Enquanto os orgulhosos dormiam em seus palácios, a Glória de Deus desceu no seu local de trabalho.
Reflexão para hoje:
Você tem se sentido indigno de se aproximar de Deus por causa do seu passado ou da sua condição social?
Quem são os "pastores" (excluídos/invisíveis) da sua cidade que precisam ouvir as Boas-Novas neste Natal?
A sua atitude é de correr para ver Jesus (como os pastores, v.15) ou de indiferença?
Vamos orar e aceitar o convite? "Deus de Graça, eu me maravilho com a Tua lista de convidados. Obrigado porque o Senhor não busca os 'importantes', mas os humildes. Eu me identifico com esses pastores: muitas vezes me sinto sujo, cansado e indigno. Mas hoje eu recebo a boa notícia de que o Salvador nasceu para mim. Eu corro para a manjedoura sem medo, sabendo que serei recebido. Em nome de Jesus, amém."
Essa mensagem falou com você? 🌍 Comente aqui embaixo: "O convite é para mim" se você entende que a Graça te alcançou onde você estava.
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