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FICAR TAMBÉM É AMOR

Autoria: Pr. Flávio Macieira

Mala fechada ao lado de uma cadeira simples, simbolizando que ficar também é amor quando a presença serve à fé de outros.

Nem sempre o amor nos chama a partir. Às vezes, ele nos chama a permanecer. Há momentos em que a alma deseja descanso, alívio, conclusão, mudança de cenário ou fim de uma estação pesada. Mas Deus, em sua sabedoria, pode nos manter por mais tempo em determinado lugar, não porque esqueceu de nós, mas porque ainda deseja servir alguém através da nossa presença. Ficar também é amor quando permanecer se torna serviço.

Em Filipenses 1.22–26, Paulo abre uma tensão íntima diante dos filipenses. Ele deseja partir e estar com Cristo, o que reconhece ser incomparavelmente melhor. Mas também percebe que permanecer seria mais necessário por causa da igreja. Essa não é indecisão comum. É maturidade espiritual. Paulo não mede a vida apenas pelo que seria melhor para si, mas pelo que seria útil ao progresso e à alegria da fé dos irmãos.

Banco vazio em estação tranquila ao amanhecer, representando espera, serviço e a verdade de que ficar também é amor.

Quando ficar também é amor, a presença vira ministério

Paulo não despreza a vida. Também não teme estar com Cristo. Ele enxerga as duas direções a partir do mesmo centro: Cristo. Se partir, estará com o Senhor. Se permanecer, servirá ao povo do Senhor. Isso mostra uma liberdade profunda. Quem tem Cristo como ganho não precisa viver agarrado à própria agenda. Pode descansar no futuro eterno e, ao mesmo tempo, entregar o presente como serviço.

Essa palavra confronta nossa pressa. Muitas vezes queremos sair de toda estação difícil assim que ela se torna desconfortável. Queremos mudar de lugar, encerrar relações, abandonar responsabilidades ou fugir de processos longos. É verdade que há situações em que sair é necessário e sábio. Mas também há momentos em que permanecer é obediência. Nem toda demora é prisão. Às vezes, ficar é o modo como Deus nos transforma em resposta para alguém.

A permanência de Paulo tinha direção: o progresso e a alegria da fé dos filipenses. Ele não queria apenas continuar existindo; queria continuar servindo. Isso nos ajuda a perguntar: minha presença tem edificado alguém? Minha vida tem ajudado outros a crescerem em Cristo? Meu tempo, minhas palavras, minha paciência e minha fidelidade estão alimentando a fé de alguém?

Hoje, talvez Deus esteja chamando você a permanecer com amor em uma tarefa, uma família, uma igreja, uma amizade, um cuidado ou uma responsabilidade que parece cansativa. Não romantize o esgotamento, nem ignore limites legítimos. Mas pergunte ao Senhor: “Minha permanência aqui ainda pode servir ao crescimento de alguém?” Se a resposta for sim, peça graça. Permanecer por Cristo não é estagnação. Pode ser ministério silencioso.

Perguntas para reflexão:

  1. Em que área você tem desejado sair antes de discernir se Deus ainda quer usar sua permanência?

  2. Quem pode crescer em Cristo por meio da sua presença fiel hoje?

Desafio de hoje:

Escolha uma pessoa que Deus colocou sob seu cuidado ou influência e pratique uma atitude concreta de presença: escute, ore, encoraje, sirva ou permaneça com paciência.

Oração:

Senhor, ensina-me a discernir quando partir é sabedoria e quando ficar também é amor. Livra-me da pressa egoísta, mas também da permanência sem discernimento. Dá-me um coração disposto a servir ao progresso e à alegria da fé de outros. Que minha presença seja instrumento de graça, consolo e edificação em Cristo. Em nome de Jesus, amém.

Micro-insights:

— Ficar também é amor quando permanecer serve à fé de alguém.

— Cristo liberta a vida da tirania da própria agenda.

— Presença fiel pode ser ministério silencioso.

Comente: onde Deus está chamando você a permanecer com amor? Compartilhe com alguém que precisa de graça para continuar servindo e visite www.propagandoapalavra.com.br para acompanhar a série Alegria Que Permanece.

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